"Cavaleiro do Apocalipse"
- Sou o anti-cristo!
Dizendo isso, apertou o botão que disparou os mísseis que trariam o fim do mundo.
E todas as almas foram condenadas!
***
"Jacob"
O apocalipse poderia ter sido evitado. Mas ninguém reparou na marca de nascença em Jacob. Bastava matá-lo enquanto pequeno.
Ele cresceu!
***
"Pueblo Calas"
Uma noite por ano, demônios andam nas ruas em Pueblo Calas. Viajantes incrédulos são suas principais vítimas. Para eles, a noite é eterna.
***
(Testando alguns micro contos para um concurso indicado por uma amiga. As inscrições vão até setembro, portanto se alguém quiser participar também, segue o link http://microcontosifsp.wix.com/ifsp#!blank-1/c1nhg
E pra quem ainda não viu, o Manifesto está indo pro YouTube como Manifesto Nerd. No primeiro vídeo falei sobre a série "Stranger Things". Acessem, comentem, deixem um joinha e não esqueçam de se inscrever no canal. Valeu!)
ESPAÇO PARA DEVANEIOS LITERÁRIOS E OUTROS SURTOS PSICÓTICOS/PSICODÉLICOS QUE ESTE SER IRRACIONAL QUE VOS ESCREVE VENHA A RACIONALIZAR - POESIA, LITERATURA, MÚSICA, CINEMA, ETC
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Animais
Porcos! Nojentos e
sujos!
Cães!
É a lei do mais
forte!
Fazemos de conta que
somos amigos.
Então, vou morder seu
tornozelo!
Quando você menos
esperar.
Enfiar uma faca em
suas costas!
Porcos! Nojentos e
sujos!
Cães de guerra!
Não há como me parar!
Todos nós temos um
lado negro!
O lado escuro da lua!
Fique esperto na rua!
Se você bobear, eu
vou te pegar!
Vou te adular,
bajular!
E então vou enfiar
uma faca em suas costas!
Porcos, nojentos e
sujos!
Você é uma ovelha!
Somente uma ovelha!
Eu sou o lobo!
Louco!
Porco, nojento e
sujo!
Você não escapa!
Um dia desses, ao
vento!
quarta-feira, 20 de julho de 2016
O Casarão - parte 2
Soraia subiu
as escadas do antigo casarão com duas bolsas cheias de equipamentos penduradas
nos braços e mais duas câmeras com as correias enroladas no pescoço. Até que
não tinha sido tão ruim entrar na casa quanto parecera quando estavam do outro
lado da rua. Havia sim algo de sinistro com o velho casarão, mas aquilo devia
ser apenas fruto das histórias que ela havia escutado sobre o local.
Não sendo uma
nativa da cidade, Soraia soube das lendas apenas poucos dias atrás, quando o
namorado pediu se ela não poderia substituir o outro assistente do Professor
Rodolfo Freitas. O rapaz havia quebrado o pé, ao escorregar na escadaria
defronte à Biblioteca Municipal, justamente após fazer algumas pesquisas sobre
a mansão abandonada. Soraia topou, achando graça no tipo de pesquisa feita pelo
professor e sem dar tanta credibilidade às histórias do local. Foi só após ter
diversos pesadelos com a casa, que passou a ter certo receio.
No topo das
escadas, Soraia encontrou a porta do banheiro onde o professor queria instalar
aqueles equipamentos. Entrou e começou a posicionar os medidores de campos
eletromagnéticos, microfones e câmeras.
Após alguns
minutos no cômodo, reparou que a pia estava pingando. Gota após gota,
vagarosamente. No silêncio quase sepulcral da casa, o som das gotas caindo na
água suja acumulada no ralo entupido, começou a incomodá-la. Apertando a torneira velha e enferrujada, as
gotas pararam de cair. Soraia continuou a instalar os equipamentos.
Concentrada na
colocação de uma câmera no canto superior do teto, sobre um pequeno banquinho dobrável
que ela havia subido juntamente com o restante do equipamento, Soraia quase
caiu com o susto que levou. A torneira voltou a pingar de repente. Ela riu de
si mesma, mas no fundo o riso era para aliviar a tensão. Havia algo de sinistro
com o velho casarão e a sensação de Soraia sobre isso estava aumentando. Apertou
novamente a torneira.
Ao se virar,
novas gotas caíram. A velocidade delas aumentava. Pingando cada vez mais
rápido. Cada vez mais rápido. Os ombros de Soraia seriam um indicativo para
qualquer observador de que agora ela estava extremamente tensa. Tentou apertar
novamente a torneira. Mas as gotas não paravam. Os pingos caiam cada vez mais
rápido. Cada vez mais rápido.
O barulho das
gotas caindo na água podre e parada, acumulada no ralo entupido, parecia
incomodar cada vez mais. Seus ouvidos começaram a doer a cada pingo. O fluxo
aumentou mais e Soraia tirou as mãos da velha torneira enferrujada e as levou
aos ouvidos. Tentava fazer o som diminuir. Mas o som das gotas parecia estar
diretamente em sua cabeça. Cada vez mais rápido. Cada vez mais alto.
Então Soraia
ouviu o próprio grito de horror, quando a porta do banheiro bateu sozinha.
(Demorei, mas postei! Segunda parte do texto de 06/07! E ainda vai ter mais sobre o velho casarão! Aguardem! Galera, hoje gravei o primeiro vídeo do Manifesto Irracional para o YouTube. Em breve vou colocar no ar. Ainda sem muita edição, no improviso, mas com o peito aberto para trocar mais ideias com vocês de um jeito diferente. Valeu!)
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Impressões - A Velha Casa na Colina (Fábio M. Barreto)
É preciso ter
muita coragem para transitar por um tema já explorado à exaustão por muitos
autores. São várias as histórias sobre casas assombradas na literatura e no
cinema. Entre elas temos O Iluminado, A Casa Negra, 1408 (só para citar algumas
do mestre Stephen King), Poltergeist, A Mulher de Preto, Horror em Amytiville,
Os Outros.
No conto “A
Velha Casa na Colina”, Fábio M. Barreto não só tem essa coragem, como escreve
uma clássica história de horror com muita competência. Poderia até mesmo ter
escrito um romance.
Já nas
primeiras linhas, o autor nos transporta para nossa própria infância, ao
colocar dois amigos brincando e se desafiando a encarar a casa mal-assombrada
da pequena cidade de Pedraskaen. Quem é que não viveu histórias semelhantes
quando criança, com alguma casa velha e abandonada no bairro em que morava?
É nesse ponto
que um evento inesperado muda para sempre a vida do protagonista!
A história então se desenvolve e flui muito naturalmente.
E nos leva a uma pergunta: será que os fantasmas que assombram a casa e o
protagonista são reais?
Levei cerca de
uma hora na leitura, mas gostaria de passar dias nos aposentos da velha casa na
colina de Pedraskaen. O conto também serve como um ótimo dever de casa para
quem está tentando exercer a arte da escrita.
“A Velha Casa
na Colina”, de Fábio M. Barreto está disponível na Amazon por R$ 1,99.
(A semana foi corrida, então não terminei o conto da última quarta. Peço desculpas aos leitores assíduos! Mas prometo me esforçar para termina-lo para a próxima semana. Hoje vou de dica de leitura. Muito legal o conto! E já li também o livro dele "Filhos do Fim do Mundo". Outra recomendação, vou ver se consigo reler e deixar também minhas impressões um dia desses. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o Fábio e sobre o mundo dos escritores seguem algumas das minhas inspirações: o site www.fabiombarreto.com e o Podcast Gente que Escreve)sexta-feira, 8 de julho de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
O casarão
Muitos juram
que ainda hoje é possível ouvir os gritos. O velho casarão já teve vários donos
ao longo dos últimos 100 anos. Nenhum deles conseguiu sequer terminar as
reformas começadas. Os que tentaram se mudar para lá, ficaram poucos dias.
Aqueles que permaneceram na casa por mais de 15 dias, insistindo que eram
apenas fenômenos naturais, morreram solitários, internados no Hospital Psiquiátrico
Caibar Schutel.
Ninguém sabe a
história verdadeira daquele casarão. Muitas são as versões. O que eu descobri,
após pesquisar documentos antigos de propriedade, jornais da época e algumas
gravações de áudio e vídeo feitas no local é que um assassinato macabro ocorreu
no local.
Pude sentir a
energia que emanava da casa há cerca de uma quadra de distância. O medidor de
campos eletromagnéticos oscilava cada vez mais a cada passo que eu dava em direção
ao local. Não ouvi os gritos que muitos juram ouvir. O silêncio era absoluto.
Nem grilos, nem morcegos. Nem mesmo o vento fazia-se ouvir naquela quadra.
Todos os ruídos distantes da cidade sumiram quando pisei na calçada defronte ao
portão enferrujado do velho casarão.
Meu assistente
e sua namorada, que também foi para nos ajudar a implantar os equipamentos de
áudio e vídeo, hesitaram do outro lado da rua. Mas tomaram coragem e me
seguiram quando cruzei os limites do terreno, empurrando o portão. Tive que
fazer um esforço tremendo para abri-lo, mas apesar disso o portão cedeu sem
fazer ruído.
O que
aconteceu nos cinco dias que passamos lá dentro, conto para vocês na semana que
vem!
(Galera, desculpem a sacanagem! Mas vai começar o jogo do tricolor do
meu coração na Libertadores! Vou retomar esse texto na próxima quarta-feira. Do
mesmo jeito que o texto que deve gerar meu primeiro romance – publicado há duas
semanas – a história desse casarão estou “baseando” em outra lenda local aqui
da minha cidade. E não são as duas únicas histórias “sobrenaturais” que temos
em Araraquara. Acho que dá samba compilar e romancear algumas delas. Agora “bora”
pro jogo! Vamos São Paulo!)
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Capitalizando o Inicial
Eu sou um passageiro
Cego para assuntos banais
Se eu for ligar pro que é que vão falar não faço nada
Todas as noites são iguais
Eu já não sinto nada sou todo torpor
Eu não vou pro inferno
Eu não consigo mais me concentrar
Cercado por todos os lados
Entre quatro paredes
Esperando uma intervenção divina
Procurando independência
Estou perdido, sei que estou
Rodando pelos subúrbios escuros
Sob um leve desespero
Qualquer balaco ilegal ou proibido
Num canto escuro
Perdendo meu tempo a noite inteira
Eu não vou pro céu também
O poder de dominar é tentador
Não tenho nada a não ser as paredes
Pequenos goles de solidão
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Que me leve, que me leva daqui
Um passo sem pensar
E a companhia dos que caem na rede
Num canto escuro pequenos goles de solidão
Cercado por todos os lados
(Essa é das antigas! Só fui misturando várias frases de músicas do Capital Inicial sem pensar. Não é que no final fez algum sentido! Ou será que não?)
Cego para assuntos banais
Se eu for ligar pro que é que vão falar não faço nada
Todas as noites são iguais
Eu já não sinto nada sou todo torpor
Eu não vou pro inferno
Eu não consigo mais me concentrar
Cercado por todos os lados
Entre quatro paredes
Esperando uma intervenção divina
Procurando independência
Estou perdido, sei que estou
Rodando pelos subúrbios escuros
Sob um leve desespero
Qualquer balaco ilegal ou proibido
Num canto escuro
Perdendo meu tempo a noite inteira
Eu não vou pro céu também
O poder de dominar é tentador
Não tenho nada a não ser as paredes
Pequenos goles de solidão
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Que me leve, que me leva daqui
Um passo sem pensar
E a companhia dos que caem na rede
Num canto escuro pequenos goles de solidão
Cercado por todos os lados
(Essa é das antigas! Só fui misturando várias frases de músicas do Capital Inicial sem pensar. Não é que no final fez algum sentido! Ou será que não?)
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